O leite faz parte da rotina alimentar de milhões de pessoas e pode ser consumido no café da manhã, em lanches, receitas ou preparações salgadas. Além da versatilidade, existe hoje uma ampla variedade de opções no mercado, sendo o leite vegetal, por exemplo, uma das principais alternativas. Mas, afinal de contas, qual é o melhor?
A seguir, a nutricionista esportiva e clínica, Nathalia Schnaak, explica as principais diferenças entre eles.
Leite animal
O leite de origem animal é naturalmente rico em proteínas completas, cálcio e vitaminas como B12. Também apresenta maior teor de gordura, dependendo da versão escolhida.
Segundo Nathalia, “em relação ao leite de vaca convencional, a principal diferença está no teor e na qualidade da proteína. O leite de vaca fornece cerca de 8 gramas de proteína por copo, com alto valor biológico, além de ser naturalmente rico em cálcio, fósforo e vitamina B12.”
Os principais tipos encontrados no mercado são:
- Leite integral: mantém toda a gordura natural;
- Leite semidesnatado: tem cerca de 50% da gordura removida;
- Leite desnatado: praticamente sem gordura.
As fontes mais comuns de leite animal são a vaca (mais consumido), cabra e búfala. Por isso, em geral, o leite animal oferece maior teor proteico por porção quando comparado à maioria das bebidas vegetais.
Leite vegetal
O leite vegetal, tecnicamente chamado de bebida vegetal, é produzido a partir da trituração e diluição de ingredientes vegetais em água. “Os leites vegetais podem ser boas alternativas ao leite de vaca, especialmente para pessoas com intolerância à lactose, alergia à proteína do leite ou que seguem uma alimentação vegetariana ou vegana”, afirma Nathalia Schnaak.
Abaixo, a nutricionista destrincha três das principais bases para leite vegetal:
- Leite de amêndoas: geralmente tem menos calorias e sabor suave. “Quando não adoçado, costuma ter baixo valor calórico e é naturalmente isento de lactose. Contém gorduras monoinsaturadas, que contribuem para a saúde cardiovascular, porém apresenta baixo teor de proteína quando comparado ao leite de vaca”, afirma.
- Leite de aveia: tende a ser mais encorpado e naturalmente adocicado. “Se destaca pela presença de beta-glucanas, fibras que auxiliam no controle do colesterol e da glicemia, além de promover maior saciedade. Por outro lado, tende a ter maior teor de carboidratos, o que exige atenção em pacientes com resistência à insulina ou diabetes”, explica a especialista.
- Leite de coco: possui maior teor de gordura e sabor marcante. “Na versão bebida, contém triglicerídeos de cadeia média, que são rapidamente utilizados como fonte de energia. No entanto, pode apresentar maior teor de gordura saturada, sendo necessário cautela no consumo, especialmente em indivíduos com alterações no perfil lipídico”, finaliza Nathalia.
Sobre as proteínas, ela ainda afirma que “os leites vegetais, em geral, possuem menor teor proteico e dependem de fortificação para oferecer quantidades adequadas de cálcio, vitamina D e B12, sendo fundamental avaliar o rótulo.”
Qual é melhor?
Não há uma resposta definitiva. Para quem busca maior aporte de proteína por porção, o leite animal costuma se destacar. Já para quem precisa evitar lactose ou derivados animais, o leite vegetal pode ser a melhor alternativa. “Portanto, não existe uma opção universalmente melhor. A escolha deve ser individualizada, considerando objetivos nutricionais, restrições alimentares, condições clínicas e contexto geral da alimentação”, resume Nathalia Schnaak.
Dessa forma, você amplia seu entendimento sobre as características de cada tipo de leite e ganha mais segurança para decidir qual opção se encaixa melhor no seu contexto alimentar.