Seja por conta de pressão no trabalho, excesso de estímulos ou uma rotina acelerada, a ansiedade passou a fazer parte da vida de muitas pessoas, o que acaba impactando diretamente o corpo e a mente. Nesse cenário, a atividade física vem ganhando cada vez mais espaço como uma ferramenta importante para aliviar sintomas e promover bem-estar. E a ciência já mostra que não é preciso buscar treinos extremos para sentir os benefícios.
Como o exercício ajuda no controle da ansiedade?
O diretor técnico da Bodytech, Eduardo Netto, explica que “a prática regular de atividade física ajuda a modular respostas fisiológicas ligadas ao estresse, além de favorecer a liberação de substâncias relacionadas à sensação de relaxamento”. Além disso, criar uma rotina de exercícios ajuda a estabelecer momentos de pausa em meio à correria, algo importante para quem convive com sintomas de ansiedade.
Ele ainda afirma que os exercícios também podem contribuir para:
- Melhora da qualidade do sono;
- Redução da tensão muscular;
- Aumento da disposição;
- Melhora da autoestima;
- Maior sensação de controle e autonomia no dia a dia.
Quais exercícios são mais indicados?
Os exercícios aeróbios moderados estão entre os mais associados à redução dos sintomas de ansiedade. Caminhada, corrida leve, bicicleta, natação e dança são algumas das modalidades que ajudam a reduzir níveis de estresse e promovem sensação de relaxamento após a prática. “O treinamento de força também vem apresentando resultados positivos. Além dos benefícios físicos, ele pode impactar diretamente a autoconfiança e a percepção de capacidade funcional no dia a dia.”, destaca Eduardo.
Práticas que unem movimento e controle respiratório também merecem destaque. Modalidades como yoga, pilates e exercícios de mobilidade ajudam no controle da hiperativação fisiológica frequentemente associada à ansiedade, favorecendo maior consciência corporal e redução da tensão.
Mas existe um ponto ainda mais importante: encontrar uma atividade prazerosa. Segundo Eduardo Netto, “o mais importante é encontrar uma modalidade sustentável, pois a regularidade costuma ser mais importante do que a intensidade extrema”.
O que fazer nos dias de maior ansiedade?
Em períodos mais difíceis, em que é comum sentir menos energia e falta de motivação para treinar, o objetivo do exercício passa a ser regulação fisiológica e emocional ao invés de performance.
“Existe um conceito importante na ciência do exercício chamado “dose mínima efetiva”, mostrando que mesmo sessões curtas e leves já podem gerar benefícios importantes para humor e ansiedade”, afirma Netto. Logo, adaptar o treino pode ser uma estratégia mais inteligente do que abandonar completamente a prática.
Nesses dias, vale priorizar atividades mais leves, como:
- Caminhadas;
- Exercícios contínuos leves;
- Alongamentos;
- Mobilidade;
- Treinos de força com menor carga.
Por isso, manter algum nível de movimento, mesmo que reduzido, tende a ser mais benéfico do que buscar treinos intensos sem respeitar o momento do corpo.
A construção de uma rotina sustentável costuma gerar resultados mais consistentes a longo prazo, tanto para a saúde física quanto para a saúde mental.
Por fim, o exercício não precisa ser encarado apenas como desempenho ou estética. Em muitos momentos, ele pode funcionar como um espaço de cuidado e reconexão consigo mesmo.
