As bebidas energéticas estão entre as preferidas de quem busca um impulso extra para enfrentar a rotina intensa de estudos, trabalho ou treinos. Dentre as promessas estão mais disposição, concentração e resistência. Mas afinal, essas bebidas realmente entregam o que prometem? A seguir, entenda melhor o efeito das bebidas energéticas no organismo e o que realmente é verdade ou mito sobre esse produto.

O que são as bebidas energéticas? 

Os energéticos são bebidas formuladas para aumentar a disposição, reduzir a fadiga e melhorar o estado de alerta. Segundo a nutricionista esportiva e clínica, Nathalia Schnaak, a composição dessas bebidas normalmente contêm cafeína (principal estimulante), taurina, guaraná, ginseng, além de açúcares, vitaminas do complexo B e, em alguns casos, outros compostos que prometem “energia extra”.

Apesar das promessas milagrosas de uma dose extra de energia, Nathalia explica que o excesso de energéticos pode trazer diversos riscos à saúde, como taquicardia e arritmias cardíacas, aumento da pressão arterial, insônia, ansiedade, tremores, dores de cabeça e irritabilidade. “Em casos mais graves, o abuso dessas bebidas pode causar desidratação, convulsões e até eventos cardíacos sérios”, alerta a especialista.

Na busca pelo consumo ideal, a recomendação de segurança da cafeína para adultos é de até 400 mg/dia. Como uma lata de energético (250 ml) costuma ter de 70 a 150 mg de cafeína, o consumo esporádico de 1 a 2 latas por dia pode ser seguro para adultos saudáveis, desde que não haja outras fontes significativas de cafeína (como café, chá preto, chá verde, termogênicos ou pré-treinos).

Verdades e mitos

Quando o assunto é o consumo de bebidas energéticas, muitas informações são repassadas como verídicas. Mas será que elas são realmente verdade ou são mitos? Descubra o que a especialista tem a dizer sobre cinco pensamentos comuns sobre o tema.  

“Energéticos aumentam o risco de arritmias ou pressão alta.”

Verdade! A cafeína em excesso estimula o sistema cardiovascular, podendo elevar pressão e frequência cardíaca.

“É possível “viciar” em energético.”

Parcialmente verdade. Não há dependência química como o que acontece com o uso de  drogas, mas pode ocorrer dependência psicológica e sintomas de abstinência da cafeína (dor de cabeça, fadiga, irritabilidade).

“Misturar energético com álcool é perigoso.”  

Verdade! O energético mascara os efeitos da bebida alcoólica, dando falsa sensação de estar “menos alcoolizado”, o que aumenta o risco de consumo exagerado, acidentes e intoxicação.

“Adolescentes podem tomar energético sem riscos.” 

Mito! Em adolescentes, os riscos são ainda maiores: sistema nervoso em desenvolvimento, maior sensibilidade à cafeína, risco de insônia, arritmias e alteração de comportamento. Por isso, o consumo não é recomendado.

“Tomar energético à noite atrapalha o sono.”

Verdade! A cafeína bloqueia a adenosina, neurotransmissor que induz o sono, podendo atrasar o sono e reduzir sua qualidade.

Qual a relação entre energético e treino?

A especialista explica que a cafeína presente nos energéticos pode, de fato, melhorar o desempenho esportivo, ela “aumenta o foco, reduz a percepção de fadiga e melhora o tempo de reação”. Por isso, a substância acaba sendo muito utilizada em pré-treinos. Porém, usar energético antes do treino não é a forma mais segura de ingerir cafeína.

“Os energéticos têm muito açúcar, o que pode causar um pico glicêmico e, em seguida, uma queda de energia. Em pessoas sensíveis, podem causar palpitações, tontura e desconforto gastrointestinal durante o exercício. A forma mais segura e eficaz de usar cafeína para performance esportiva é em doses controladas (pó, cápsula ou café), sempre com orientação profissional.”


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