Manter uma alimentação equilibrada em meio a correria do dia a dia pode se tornar um desafio. Nesses momentos, a busca por opções rápidas e práticas que se encaixem entre o café da manhã, almoço e jantar de forma mais saudável se tornam comuns. Dentre as opções industrializadas uma se destaca com seus sabores variados e a promessa de diversos benefícios para quem treina: a barrinha de proteína. Para além das promessas milagrosas, entenda a melhor forma de encaixar o snack na sua alimentação.
Equilíbrio é tudo
Segundo a nutricionista, Nathalia Schnaak, as barrinhas de proteína podem sim ser encaixadas em uma rotina alimentar de forma saudável. “As barrinhas ajudam na recuperação muscular e ainda aumentam a saciedade. Elas podem ser úteis como lanche entre as refeições, para evitar picos de fome”, explica a especialista.
Entretanto, apesar da praticidade, consumir barrinhas de proteína diariamente pode não ser o mais indicado. Dentro de um plano alimentar equilibrado, a frequência ideal indicada pela especialista é de 3 a 4 vezes por semana. Dentre os riscos no consumo diário estão a redução na variedade de nutrientes presentes na dieta e a possibilidade de monotonia alimentar.
Quando o assunto são alimentos industrializados, mesmo os vendidos como saudáveis, a chave principal é o equilíbrio. Nada em excesso faz bem ao corpo humano. Então é necessário dosar o consumo para que os benefícios prometidos não tragam um efeito rebote.
Momento ideal para consumir
Buscando uma inserção positiva das barras de proteína na dieta, a nutricionista indica momentos em que o seu consumo é indicado:
- Após o treino, quando não há acesso imediato a uma refeição balanceada;
- Durante viagens ou dias muito corridos;
- Como um lanche rápido entre as refeições.
Porém, Nathalia alerta que a ingestão de barrinhas não substitui refeições completas. “As refeições principais devem conter uma variedade de nutrientes, fibras, vitaminas e minerais que dificilmente estarão todos presentes em uma barra”, pontua. Por isso, é importante seguir uma alimentação balanceada, usando as barras de proteína como um aliado pontual e não como fonte principal de proteína da sua dieta.
Como escolher uma barrinha de qualidade?
Apesar da grande variedade de opções nas prateleiras e e-commerces, nem sempre a composição nutricional do produto oferece o que promete. Na hora da compra, avaliar o rótulo é essencial para garantir a qualidade do produto que está sendo levado para casa.
Ao ler o rótulo, é essencial estar atento aos itens da composição. “Prefira barras que possuem proteína de alto valor biológico, como whey protein ou proteína isolada. Além disso, outro ponto de atenção é escolher as que têm mais fibras e menos açúcar”, orienta a nutricionista.
Quanto aos ingredientes que devem ser evitados, Nathalia destaca o xarope de glicose, excesso de maltitol ou adoçantes artificiais em grandes quantidades, além de gorduras hidrogenadas. Lembrando sempre que a ordem dos ingredientes no rótulo é do mais presente na composição ao menos presente.
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